ONU pode criar Centro de Mudanças Climáticas e Desenvolvimento Sustentável América Latina-África
19 de maio de 2016 - 14:30
Na próxima reunião da Conferência das Partes da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 22), que ocorre em novembro, será apresentada formalmente a proposta implementação do Centro de Mudanças Climáticas e Desenvolvimento Sustentável América. A informação foi confirmada durante a reunião internacional “Clima, desenvolvimento sustentável e recursos naturais”, que aconteceu de 11 a 13 de maio, no Marrocos, onde também acontece a COP 22.
O Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGGE) se propôs a colaborar na estruturação do Centro e com os demais parceiros dessa iniciativa, representados por países africanos, latino-americanos e europeus. O CGEE deverá desenvolver um projeto específico para a montagem de uma base de dados de competências no campo técnico-científico, além de compartilhar suas ferramentas de políticas de CT&I com os parceiros.
Durante o encontro, de acordo com o diretor do CGEE, Antonio Carlos Galvão, o Programa de C&T para o Desenvolvimento Sustentável das Terras Secas da América Latina e Caribe (Iniciativa Áridas LAC) ganhou nova perspectiva. Foram feitos contatos com possíveis novos parceiros mexicanos, representados pela Universidad Tecnológica de San Luís Potosí, e peruanos, membros do Consejo Nacional de Ciencia, Tecnologia e Innovacion Tecnológica (Concytec). “Ambos [mexicanos e peruanos] estão na fase de organização de centros de pesquisa no campo das terras secas, a exemplo do que já é realidade para um outro parceiro, o Instituto Argentino de Investigaciones de Zonas Aridas (Iadiza/Conicet)”, concluiu Galvão.
A COP 22 marcará o primeiro período de implementação do Acordo do Paris, que começará a valer a partir de 2020. Tanto a COP 22 quanto as conferências subsequentes vão se dedicar a definir a sustentação do compromisso internacional. A expectativa é de um número significativo de países já chegue à COP 22 com o Acordo de Paris transformado em leis domésticas.
O compromisso brasileiro é reduzir 37% das emissões de gases do efeito estufa até 2025 e 43% até 2030 – ambos em comparação aos níveis de 2005. Para passar a valer em território nacional, é necessário que as metas para conter o aquecimento global sejam transformadas em legislação pelo Congresso Nacional.
Fonte: Agência Gestão CT&I