Especialistas discutem o futuro do setor elétrico com as redes inteligentes

16 de maio de 2016 - 13:54

Dotadas de recursos de TI, as smarts grids prometem melhorar a eficiência do consumo, da distribuição e da transmissão de energia elétrica. Para coordenador do MCTI, investimentos ajudam a evitar desperdícios.

Redes inteligentes, dotadas de recursos de Tecnologia da Informação, podem melhorar a eficiência do consumo, da distribuição e da transmissão de energia elétrica. Sistemas inovadores ampliam os benefícios para os consumidores, como a programação remota de eletrodomésticos e acompanhamento da conta. Para discutir as chamadas smart grids, especialistas do Brasil e do exterior vão se reunir no Seminário Internacional de Regulação em Smart Grids, o ISGReS 2016, promovido pelos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), das Relações Exteriores e do Planejamento, na quarta (18) e quinta-feira (19), em Brasília.

A iniciativa faz parte do projeto Diálogos Setoriais entre Brasil e União Europeia e busca disseminar as melhores práticas para a regulação das redes elétricas inteligentes. Do evento, devem sair contribuições para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas para o setor elétrico.

“Redes elétricas inteligentes são a introdução das tecnologias de informática e automação nos sistemas de energia elétrica para melhorar a qualidade da energia para a população e melhorar os serviços das concessionárias de energia”, explicou o coordenador-geral de Tecnologias Setoriais do MCTI, Eduardo Soriano.

Segundo ele, o investimento em redes elétricas inteligentes é importante para evitar o desperdício e o roubo de energia. “Com esse tipo de tecnologia, é possível acompanhar diariamente a conta de luz, contribuindo para controlar os gastos e reduzir os ‘gatos’ na rede elétrica, que prejudicam toda a sociedade”, afirmou.

Integração

O seminário também será importante, na avaliação de Eduardo Soriano, para apoiar o desenvolvimento de produtos tecnológicos voltados para o mercado de redes elétricas inteligentes fabricadas no Brasil. Para o coordenador, esta é uma oportunidade para o país se inserir como uma potência no setor.

“Precisamos de inovação no setor. O MCTI tem o papel de fomentar o desenvolvimento tecnológico para que o Brasil possa se tornar um produtor de tecnologias que podem ser utilizados nos mercados local e internacional. Não podemos ficar dependentes da importação de equipamentos para smart grids”, destacou.

O seminário integra parceria estabelecida, em 2015, pelo MCTI com o Instituto da Energia e do Transporte (IET), vinculado ao Centro Comum de Pesquisa da Comissão Europeia (JRC, na sigla em inglês). A parceria já gerou uma missão brasileira para a Europa; um workshop realizado com a Eletrobras; e um estudo sobre exemplos europeus na área, elaborado pelo Laboratório de Engenharia Elétrica do Instituto Nacional Politécnico de Grenoble (G2ELab), da França.


Fonte:
MCTI