Pesquisadores discutem impactos da seca na América Latina

12 de abril de 2016 - 11:09

2ª Reunião do Euroclima, no Insa, vai promover o intercâmbio entre política, pesquisa científica e aplicação de metodologias para monitorar e mitigar os efeitos da seca nos países latino-americanos.

Pesquisadores da América Latina e da União Europeia vão se reunir em Campina Grande (PB), entre os dias 18 e 22 de abril, para discutir os impactos socioeconômicos da seca nos países latino-americanos. O objetivo da 2ª Reunião do Euroclima, que será realizada no Instituto Nacional do Semiárido (Insa/MCTI), é promover o intercâmbio entre a política, a investigação científica e a aplicação de metodologias para monitorar e mitigar os efeitos da desertificação, da degradação da terra e da seca na América Latina.

Segundo o Insa, serão discutidos os resultados dos Estudos de Caso do Programa Euroclima em desertificação, degradação da terra e seca, que apresentam uma análise recente e oferecem alternativas para a gestão de problemas relacionados à vulnerabilidade socioeconômica; à implementação de um sistema de monitoramento e avaliação da seca na América Central e Cuba; e aos efeitos da seca e degradação dos solos na migração das comunidades rurais da América Latina e Caribe.

O Euroclima é um programa de cooperação regional entre a União Europeia e a América Latina com foco em mudanças climáticas. Ele reúne 18 países representados por institutos de pesquisa científica, universidades e agências que desenvolvem estudos sobre seca e processo de desertificação na América Latina. Essa rede de pesquisas tem o objetivo de facilitar a integração de estratégias de mitigação e adaptação às alterações climáticas nas políticas públicas e nos planos de desenvolvimento regional. As pesquisas do Euroclima são direcionadas para contribuir com a redução da pobreza na América Latina e promover oportunidades de crescimento econômico em conjunto com a preservação do ambiente.

O evento é organizado pelo Centro Comum de Investigação (JRC, na sigla em inglês) da Comissão Europeia (CE), em parceria com o Insa e o Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélite (Lapis) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).
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Fonte: MCTI