Nova rede de comunicação do governo dará suporte a educação e pesquisa
1 de abril de 2016 - 12:09
Os ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Educação (MEC) lançaram nesta quarta-feira (30), em Brasília (DF), o Anel Educacional – uma infraestrutura metropolitana de comunicação para suporte a educação e pesquisa considerada a mais rápida da América Latina. Sua capacidade de conexão chega a 40 GB/s (gigabytes por segundo).
Entre outras funções, o Anel Educacional garante a segurança no acesso às redes de comunicação dos ministérios, apoia a execução das metas do Plano Nacional de Educação (PNE), interliga os bancos de dados institucionais para favorecer a troca de dados entre os órgãos com mais velocidade e segurança, compartilha recursos computacionais entre os datacenters e provê acesso à internet redundante por meio do Sistema Autônomo do MEC.
O anel está integrado à rede metropolitana do Distrito Federal, GigaCandanga, coordenada pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). Segundo o diretor-geral da entidade, Nelson Simões, muitos serão atendidos por essa nova infraestrutura, desde pesquisadores, estudantes, até agências públicas.
” Oferece suporte aos grandes sistemas nacionais, como ENEM [Exame Nacional do Ensino Médio], Sisu [Sistema de Seleção Unificada], Pronatec [Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego] e vários sistemas importantes acessados por milhões de brasileiros e que, com essa infraestrutura de tecnologia de informação, ganha maior confiabilidade e mais qualidade. Também cria para uma comunidade como a Universidade de Brasília [UnB], a possiblidade de gerar inovação”, afirmou Simões.
A infraestrutura interliga e integra órgãos e instituições vinculados aos dois ministérios. São eles: UnB, Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Nível Superior (Cebraspe), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e a RNP.
“O Brasil é o único país em que os pesquisadores e estudantes podem acessar gratuitamente 80% do conhecimento gerado no mundo”, afirmou o presidente da Capes, Carlos Nobre. “Essa infraestrutura da RNP vai de encontro à 4ª Revolução Industrial, que já estamos vivendo. Esse tipo de comunicação é o backbone [termo usado para designar as ligações centrais de um sistema de comunicações de alto desempenho] principal dessa revolução”, disse.
Fonte: Agência Gestão CT&I