8 de março: lutas e conquistas das mulheres são celebradas em evento na Secitece
8 de março de 2016 - 17:02
Nesta terça-feira, 8 de março, a Secitece promoveu uma manhã de celebração e também de reflexão sobre as lutas e conquistas das mulheres. Os colaboradores da secretaria participaram de uma programação especialmente preparada para o Dia Internacional da Mulher, data expressiva e que reflete a busca pela igualdade de gênero na sociedade.
As comemorações foram iniciadas com a abertura oficial da exposição “Elas”, que registra, sob o olhar do fotógrafo Chico Gomes, as mulheres que fazem a Secitece. As imagens estão espalhadas pela instituição e ficarão expostas até o dia 31 de março.
A programação contou com a participação da professora, feminista e blogueira do http://escrevalolaescreva.blogspot.com, Lola Aronovich, mostrando alguns dados que demonstram a desigualdade ainda existente na sociedade em relação a homens e mulheres. Em cerca de 15 países, por exemplo, a mulher necessita de permissão para trabalhar fora de casa.
A coordenadora de Políticas Públicas para Mulheres do Estado do Ceará, Camila Silveira, também presente no evento, citou que ainda é preciso lutar, visto que a mulher continua sendo vítima de violência e com a prevalência da impunidade, a exemplo das poucas prisões pela Lei Maria da Penha.
O secretário Inácio Arruda frisou em sua fala as diversas conquistas alcançadas pelas mulheres – resultado da força e da luta desta parcela tão importante da sociedade.
“A luta de vocês é a nossa luta!”, destacou. Inácio reconheceu ainda a grande atuação da mulher dentro da Secitece, que conta hoje com um quadro expressivo de colaboradoras, responsáveis pelo desenvolvimento da C&T no Estado.
Mulheres na Ciência
“Existem mais de 400 profissões proibidas para mulheres hoje em alguns países”, enfatizou Lola Aronovich, ao acrescentar que segundo estudo do CGEE, homens com mestrado ganham mais do que mulheres com a mesma titulação. E acrescentou: “cerca de 45% dos docentes em universidades públicas são mulheres, mas apenas 10% ocupam a função de reitoras”.
Profissões vistas como “femininas” oferecem menores remunerações. De acordo com a professora, é preciso que as mulheres tenham mais espaço na Ciência, tida como área predominantemente masculina. E para que isso aconteça, é necessário haver a derrubada de estereótipos, além da realização de mais feiras de ciências e o encorajamento à participação, bem como a extinção da chamada “Síndrome do Impostor”, na qual mulheres acreditam não merecer o reconhecimento por suas competências e/ou realizações.
A advogada da coordenadoria, Rose Marques, destacou a importância do respeito e da horizontalidade nas relações, e principalmente do olhar crítico que se deve haver sobre as estruturas existentes hoje. “A igualdade de gênero deve permear todas as políticas públicas”, disse. Já a diretora Administrativo-Financeira da Funcap, Paula Lenz, contou sua trajetória de sucesso como pesquisadora e profissional.
Presentes ao evento, o secretário-Adjunto da Secitece, Francisco Carvalho, e o secretário Executivo, Gilvan Paiva. Carvalho reiterou a forte presença das mulheres nos mais diversos segmentos: “O gênero não é o que determina a capacidade das pessoas”, disse.

