Novo sistema de armazenamento pode reduzir instabilidade em redes elétricas
28 de janeiro de 2016 - 13:03
O Brasil tem apostado mais em fontes renováveis. O Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) já prevê para os próximos dez anos que a maior parte da expansão da capacidade instalada do País será proveniente de projetos renováveis, que totalizarão 62,1 mil megawatts (MW). Os destaques tem sido para as energias eólica, que em 2015 duplicou sua produção, e a solar, que representou 20% das fontes contratadas pelo governo em leilões.
Contudo, a preocupação das concessionárias são os efeitos da intermitência intrínseca causada por estas fontes que poderá criar condições de instabilidade nas redes elétricas. Para evitar esse cenário, o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) desenvolve um sistema de armazenamento de energias em baterias de alto desempenho (BESS, do inglês Battery Energy Storage System).
“Esse trabalho inclui toda a eletrônica de gestão e controle, o empacotamento, o sistema de refrigeração, a seleção da tecnologia de células (de lítio-ion) mais indicada e, principalmente, a inteligência de gerenciamento ativo de energia (BMS), que é a grande inovação do BESS”, afirmou Maria de Fátima Rosolem, pesquisadora da área de Sistemas de Energia do CPqD.
Segundo Rosolem, o BMS desempenha um papel crucial no diagnóstico das condições operacionais de cada uma das células da bateria, reduzindo o custo total do produto. “Além disso, o BMS aumenta a confiabilidade, o desempenho e a segurança da bateria”, ressaltou a pesquisadora.
O projeto é conduzido pelo CPqD em parceria com a PHB Eletrônica, empresa nacional que atua há 31 anos no mercado de eletrônica de potência – com produtos voltados para os segmentos de energia solar fotovoltaica e infraestrutura de telecom. “O foco dos novos produtos é o mercado de micro e minigeração fotovoltaica, atendendo residências e instalações comerciais e industriais de pequeno e médio porte”, explicou Ildo Bet, diretor técnico da PHB.
Com duração de três anos (até junho de 2018), o projeto recebe recursos do Fundo Tecnológico do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES Funtec) e da PHB.
Fonte: Agência Gestão CT&I