El Niño continuará influenciando regime de chuvas no território brasileiro
22 de dezembro de 2015 - 16:25
Previsão Climática Sazonal do MCTI indica tendência para menor volume de precipitações na maior parte do País entre janeiro e março de 2016. Expectativa é que temperaturas fiquem mais altas.
O Grupo de Trabalho em Previsão Climática Sazonal (GTPCS) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) divulgou a previsão sazonal para os meses de janeiro, fevereiro e março de 2016. Os dados apontam que o regime de chuvas brasileiro ainda será influenciado pelo fenômeno El Niño – as temperaturas do Oceano Pacífico chegaram a registrar valores até 4°C maiores que o normal no mês de novembro.
A previsão por consenso indica que, nos três próximos meses, há uma probabilidade maior de que o volume de chuvas seja abaixo da normal climatológica em grande parte das Regiões Norte e Nordeste. Os dados numéricos apontam em 50% a possibilidade de as precipitações serem abaixo do normal para o nordeste do Amazonas, Roraima, Amapá e o centro-norte do Pará e do Maranhão.
Na parte mais austral do País a situação é inversa. Segundo os dados comparados pelo CGTPS/MCTI, o sul do Mato Grosso do Sul, extremo Sul de São Paulo e toda a Região Sul têm probabilidade de 45% de ter mais chuvas que a média.
Já para a área que compreende o setor central do Amazonas, norte de Mato Grosso, Tocantins, norte de Goiás, centro-norte e oeste da Bahia, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e os sertões da Paraíba e Pernambuco também têm previsão de terem um regime de chuvas abaixo do patamar histórico (40%). Nas outras regiões do País, a previsibilidade foi considerada incerta.
Nos três primeiros meses de 2016, a previsão por consenso indica maior probabilidade de temperaturas acima da média em quase todo o Brasil. Para a Região Sul, as temperaturas podem ocorrer em torno a acima dos valores normais.
Todos os dados do relatório podem ser acessados aqui.
A previsão foi elaborada pelo GTPCS do MCTI, durante reunião feita nas dependências do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCTI), em Cachoeira Paulista (SP), com a colaboração do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden/MCTI), do Instituto Nacional de Metrologia (Inmet/MAPA), da Fundação Cearense de Metrologia e Recursos Hídricos (Funceme) e centros estaduais de metrologia.
Fonte: MCTI