Programa brasileiro para proteger camada de ozônio recebe aporte de R$ 134 milhões
25 de novembro de 2015 - 13:54
O Brasil garantiu novos recursos para a segunda etapa do Programa Brasileiro de Eliminação dos Hidroclorofluorcarbonos (HCFCs), gases nocivos à camada de ozônio. Foi aprovado um repasse de R$ 134 milhões (US$ 35,9 milhões) pelo Fundo Multilateral do Protocolo de Montreal, acordo internacional para eliminar as substâncias que degradam a concentração de ozônio responsável por filtrar a incidência dos raios ultravioletas no planeta. A previsão é que as ações financiadas por esse montante comecem no próximo ano.
As agências que repassarão os recursos são o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Onudi) e a Cooperação Técnica Alemã (GIZ). O objetivo é a eliminação total do consumo do HCFC-141b, usado tanto na manufatura de espumas de poliuretano como na matéria prima de produtos como volantes de automóveis e divisórias de escritórios. Também será eliminado parte do consumo do HCFC-22, destinado à produção de equipamentos de refrigeração.
Com a segunda etapa do programa, serão realizadas capacitações para a redução do consumo de HCFCs e para o uso de substâncias alternativas na indústria brasileira. A intenção é difundir no setor produtivo o emprego de novos compostos químicos inofensivos à camada de ozônio. Essas substâncias, no entanto, exigem nível maior de formação dos trabalhadores por serem inflamáveis ou apresentarem outras características específicas.
“O Fundo Multilateral é fundamental para propiciar que o Brasil continue trilhando o caminho de sucesso já alcançado na eliminação dos HCFCs”, afirmou o secretário de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Carlos Klink.
O repasse foi aprovado na 75ª Reunião do Comitê Executivo do Fundo Multilateral para Implementação do Protocolo de Montreal, no Canadá. No evento, foram concedidos também R$ 7,14 milhões (US$ 1,88 milhão) referentes à última parcela da primeira etapa do Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs e R$ 1,7 milhão (US$ 449 mil) para auxiliar o País na coordenação e implantação das ações.
Com a primeira etapa do programa, o Brasil já eliminou 16,6% do seu consumo de HCFCs em 2015. A partir da segunda etapa, a redução acordada será de 28,23%, o que totaliza uma diminuição de 44,83% do consumo de HCFCs em 2020, valor superior aos 35% exigidos pelo Protocolo de Montreal para esta data.
Fonte: Agência Gestão CT&I