Grupo pode criar soluções para cumprir 65% da meta global em novo acordo climático
11 de novembro de 2015 - 13:23
Limitar o aumento da temperatura global para abaixo dos 2°C neste século com a redução das emissões de gases de efeito estufa é o objetivo principal das ações que serão definidas durante a 21ª Conferência das Partes das Nações Unidas (COP 21), em Paris, na França. Nesse cenário, há possibilidade das soluções de negócios propostas no âmbito da iniciativa de Parcerias para Tecnologias de Baixo Carbono (LCTPi, na sigla em inglês) viabilizarem a concretização de 65% das metas propostas no novo acordo global de clima.
Os dados foram levantados pela empresa PricewaterhouseCoopers (PwC), companhia de atuação global em auditoria, consultoria e outros serviços acessórios para todo tipo de empresas. Entre os principais pontos do estudo está a estimativa de que as propostas do LCTPi poderão canalizar entre US$ 5 a US$ 10 trilhões em investimentos para os setores de baixo carbono e gerar de 20 a 45 mil postos de trabalho por ano.
O LCPTi é uma iniciativa que visa a promover parcerias público-privadas para acelerar o desenvolvimento de tecnologias de baixo carbono em setores estratégicos. A rodada brasileira da iniciativa, realizada em outubro passado, também forneceu subsídios para o plano de ação global que será apresentado pelo LCPTi na COP 21, em dezembro.
As empresas brasileiras estão contribuindo com propostas que incluem especificidades do contexto nacional em áreas de energias renováveis, biocombustíveis avançados, floresta, agricultura e materiais (cimento). O objetivo é identificar as principais oportunidades, entraves e soluções para o desenvolvimento das tecnologias de baixo carbono no Brasil.
A ação mundial do LCPTi é coordenada pelo Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (WBCSD, na sigla em inglês). O LCPTi conta com mais de 140 empresas e 50 parceiros de todo o mundo.
Fonte: Agência Gestão CT&I