Meta do governo é banda larga atingir 70% dos domicílios brasileiros até 2018
26 de outubro de 2015 - 13:29
A banda larga no País já alcançou 94 milhões de brasileiros, impulsionada nos últimos anos, principalmente, pelos acessos móveis. Os dados foram apresentados pelo ministro das Comunicações, André Figueiredo, ao declarar que a meta do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) é atingir 70% dos domicílios do Brasil até o final de 2018. A iniciativa tem o objetivo principal de massificar o acesso à internet, principalmente nas regiões mais carentes de tecnologia.
“Os smartphones se tornaram nossos inseparáveis computadores de bolso e têm se mostrado indispensáveis instrumentos de inclusão social por meio da tecnologia. Acreditamos que a expansão do uso da internet, observada com a massificação dos dispositivos pessoais, se repetirá, em maior escala, quando adentrarmos efetivamente a era da Internet das Coisas”, apontou Figueiredo, em Moscou, na Rússia, durante a primeira reunião dos ministros das Comunicações dos Brics, bloco também composto por Índia, China e África do Sul.
Ao destacar a importância que o Brasil dá para a inclusão digital, a partir de políticas de desenvolvimento social, o ministro também ressaltou a necessidade do País adentrar cada vez mais em temas como: a concentração do mercado mundial de software e tecnologia da informação (TI); a governança da internet; e a cooperação nas áreas de comunicações.
“Queremos dialogar com nossos parceiros do Brics sobre os temas estratégicos deste século, dentre os quais as comunicações se mostram cada vez mais relevantes. Sabemos que existe um desequilíbrio no mercado mundial de soluções de TICs [tecnologias de informação e comunicação] e consideramos necessários esforços conjuntos no sentido de nos tornar mais independentes e competitivos em software, hardware e infraestrutura”, ressaltou Figueiredo.
Estruturado por iniciativa brasileira e russa, o evento em Moscou estimulou o debate de propostas para ampliar a articulação entre os países-membros nas áreas de tecnologia da informação, internet e infraestrutura para atrair investimentos e reduzir as desigualdades sociais.
Fonte: Agência Gestão CT&I