Potência energética instalada no Brasil será expandida até 2024

21 de outubro de 2015 - 13:39

A geração e transmissão de energia deverá ter uma forte expansão para atender os compromissos firmados pelo Brasil, fazendo com que o País tenha grande potencial para investimentos, inclusive estrangeiros. A avaliação é do ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, ao declarar que a potência instalada brasileira terá uma expansão de mais de 68 gigawatts (GW) até 2024, com destaque principal para as energias renováveis como a eólica e a solar.

De acordo com os dados apresentados por Braga, a extensão das linhas de transmissão do País deverá ficar quase 60% maior do que atualmente, com capacidade 62% superior. Dessa forma será possível dar muito mais robustez e segurança ao atendimento energético brasileiro pelas fontes renováveis.

Outra potencialidade de investimentos no setor elétrico destacada por Braga está na geração distribuída, ou seja, quando o consumidor gera energia. Para o ministro, esse tipo de produção pode ser muito importante também para atrair investimentos no setor imobiliário, com a possibilidade de comercialização de energia gerada pela energia solar ou eólica.

“Em momento de desafios que surgem grandes oportunidades. O mercado brasileiro do setor elétrico é muito grande. Estamos nesse momento com muitas oportunidades de investimento, e como a taxa cambial no Brasil em relação ao dólar e euro está atrativa, os investimentos estão atrativos aos estrangeiros”, afirmou Braga, durante sua apresentação para um grupo de investidores da Câmara de Comércio Brasil – Estados Unidos, em Nova York.

A agenda oficial do ministro nos Estados Unidos continuará esta semana em Washington D.C, para apresentar a investidores potenciais as oportunidades de negócios no Brasil nas áreas de geração e transmissão de energia elétrica, em evento organizado pela Embaixada do Brasil em Washington.

Braga e sua comitiva também visitarão o National Institute os Standards and Technology (NIST), um centro de pesquisa tecnológica em energia. Entre os diversos programas de pesquisa do NIST destaca-se o que estuda as redes inteligentes, ou smart grids.


Fonte:
Agência Gestão CT&I