Nanossatélite nacional está em órbita e tem sinais captados no Brasil
18 de setembro de 2015 - 13:35
O satélite de pequeno porte Serpens foi lançado a partir da Estação Espacial Internacional. A AEB informou que o artefato está funcionando apropriadamente.
O satélite nacional de pequeno porte Serpens – sigla para Sistema Espacial para Realização de Pesquisa e Experimentos com Nanossatélites – foi lançado em órbita às 9h (horário de Brasília) desta quinta-feira (17), a partir da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).
A colocação do Serpens em órbita foi feita por meio do módulo Kibo JEM (Japanese Experiment Module). Segundo a Agência Espacial Brasileira (AEB/MCTI), os sinais do nanossatélite já foram captados por vários radioamadores do País, e os sinais decodificados mostram que o Serpens está funcionando apropriadamente.
Algumas universidades brasileiras, em particular as estações da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul, em parceria com o Centro Regional do Sul (CRS) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCTI), ajudam na recepção e rastreio do satélite.
O Serpens, desenvolvido por um consórcio acadêmico coordenado pela AEB, chegou à ISS no dia 24 de agosto, transportado pelo veículo japonês de abastecimento HTV5. Em órbita, ele vai enviar os dados recebidos via rádio para as estações em solo, localizadas nas universidades. Essas informações estarão disponíveis para retransmissão para estações receptoras no Brasil e em outros países. A missão do equipamento é inspirada no Sistema Brasileiro de Coleta de Dados, do Inpe, responsável por coletar informações ambientais do País.
Participam do projeto a Universidade de Brasília e as universidades federais de Minas Gerais (UFMG), do ABC (Ufabc) e de Santa Catarina (UFSC). O Instituto Federal Fluminense (IFF) é parceiro no processo de instalações das estações de solo. A AEB investiu cerca de R$ 800 mil no nanossatélite. Do exterior integram o projeto universidades dos Estados Unidos, da Espanha e da Itália.