Comitiva alemã chega ao Brasil para ampliar parceria estratégica em ciência, tecnologia e educação

20 de agosto de 2015 - 13:42

Começa nesta quarta-feira (19) a viagem oficial da chanceler alemã Angela Merkel ao Brasil. Durante a passagem da política europeia, serão discutidas uma série de temas para ampliar a parceria histórica com o País. Entre eles, estão investimentos em fábricas brasileiras, além de uma cooperação em políticas tecnológicas e educacionais.

“A visita tem a particularidade que praticamente dois terços do governo da chanceler Angela Merkel estão vindo para o Brasil. Eles terão encontros com seus pares brasileiros para discutir, em detalhes e grande pormenor, todas as possibilidades de cooperação em educação, ciência e tecnologia, de comércio, finanças e desenvolvimento”, informou o diretor do Departamento da Europa do Ministério das Relações Exteriores (MRE), embaixador Oswaldo Biato Júnior.

A partir desses contatos, os representantes brasileiros e alemães participarão de uma grande reunião para debater todos as possíveis parcerias, sob o comando da presidente Dilma Rousseff e de Angela Merkel.

Outros pontos

Oswaldo Biato Júnior destacou ainda os investimentos feitos por empresas alemãs no Brasil. Gigantes automobilísticas como Audi e Wolkswagen vão ampliar a produção de automóveis nas unidades das companhias no País. Ele também deu ênfase ao investimento da Basf na nova planta de fabricação de acrílicos na Bahia, com investimento de R$ 1,2 bilhão.

“Tudo isso mostra que os grandes investimentos alemães continuam a acontecer no Brasil. E que são realmente muito importantes, sobretudo na área de química e na área industrial. São fundamentais nessas duas áreas”, ressaltou o embaixador.

No campo do clima, os dois países vão assinar acordo para a transferência de recursos no setor. A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e a sua correspondente alemã, Barbara Hendricks, vão assinar protocolos que totalizam 54 milhões de euros. A cooperação garantirá um aporte financeiro no Fundo Amazônia para apoiar atividades de fomento e de concessão de proteção ao bioma e redução das emissões de gases de efeito estuda (GEE), entre outros projetos.

Fonte: Agência Gestão CT&I