Governo reconhece importância de investimentos tecnológicos em defesa

18 de agosto de 2015 - 13:36

Investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) no setor de defesa são fundamentais para o avanço tecnológico e o desenvolvimento econômico de um país. A avaliação é do ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, que ressaltou o papel indispensável do Estado nesse processo, como financiador e indutor.

“Não podemos ficar fora disso, não por questões militares, mas tecnológicas”, afirmou Aldo. Ele reiterou que a área de defesa é uma prioridade da presidente Dilma Rousseff e da sua pasta, com destaque para os campos aerospacial, nuclear e de segurança cibernética. “E essas tecnologias ninguém transfere. Pelo contrário: há regras, inclusive, estranhas ao mundo corporativo, empresarial. Não tem patente na área nuclear”, exemplificou. Ele lembrou das chamadas tecnologias duais, de uso militar e civil.

Entre as incumbências que recebeu da presidente, Aldo destacou a de valorizar a inovação na agenda do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), como instrumento de aumento e manutenção da competitividade da indústria nacional. “O desafio de inovar mais só pode ser resolvido com investimentos públicos. O papel estatal é incontornável”, comentou.

Para o titular do MCTI, a indústria aerospacial, que tem seu complexo concentrado em São José dos Campos (SP), é um exemplo de retorno econômico da aposta em conhecimento e sua aplicação. “Ela é superavitária no comércio exterior [exporta mais do que importa], principalmente sua parte aeronáutica”, observou. “Um ano de exportação da Embraer [Empresa Brasileira de Aeronáutica] paga cem anos de orçamento do ITA [Instituto de Tecnologia Aeronáutica]”.

Além disso, o ministro lembrou, ainda, do livro da economista ítalo-americana Mariana Mazzucato, que aponta a presença estatal e militar no estabelecimento de multinacionais de tecnologias da informação e da comunicação (TICs). “Ela mostra que empresas de alta tecnologia, como Apple e Google, cresceram todas com aplicativos derivados da defesa – a começar pela internet, que foi resultado de pesquisa da Marinha”, ressaltou.


Fonte:
Agência Gestão CT&I,