Secitece participa do lançamento de programa para fortalecer a transformação digital de empresas cearenses
14 de maio de 2026 - 16:07

Evento foi realizado no auditório da Fiec
Fortalecer a produtividade e a competitividade da indústria cearense é o objetivo central do “Programa de Revitalização da Indústria Nordestina NE-4.0: Núcleos da Nova Indústria Brasil no Ceará”, lançado oficialmente nesta quinta (14), em Fortaleza. A secretária da Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Ceará, Sandra Monteiro, esteve presente na cerimônia, que ocorreu no auditório da Federação de Indústrias do Estado do Ceará (Fiec).
Durante o evento de lançamento, a titular da Secitece destacou o protagonismo das instituições de ensino superior na modernização da indústria. “O Ceará é a terceira economia do Nordeste, é a 13ª do país em franca expansão e com aumento dos seus recursos e dos seus potenciais anualmente. Nesse sentido, é dizer que enquanto secretária da Ciência, Tecnologia e Educação Superior, eu fico muito feliz porque as universidades são instituições que formam pessoas, e o IFCE faz isso muito bem desde o técnico tecnológico até a graduação e pós-graduação”, comentou.



A titular da Secitece abordou o crescimento da indústria, que ocorre “dentro de um contexto que vai da cadeia que está iniciando o produto até a ponta [o consumidor[, em processos nos quais os cidadãos precisam ter em suas mãos. E um desses processos é a formação. Formação coadunada com as necessidades do mercado, as necessidades sociais e as necessidades de serviços públicos e privados”, explicou.
O “Programa de Revitalização da Indústria Nordestina NE-4.0: Núcleos da Nova Indústria Brasil no Ceará” foca na adoção de tecnologias da Indústria 4.0, um conceito que engloba um amplo sistema de tecnologias avançadas como inteligência artificial, robótica, internet das coisas e computação em nuvem, que estão mudando as formas de produção e os modelos de negócios em grande escala.
No estado, a iniciativa é idealizada pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), em parceria com Fiec, Governo do Ceará e IFCE, com a participação do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR).

Pela Secitece, também participou do evento o coordenador do programa CriarCE, Thiago Barros.
Mais competitividade na indústria cearense
A Indústria 4.0 também tem impacto significativo na produtividade, uma vez que potencializa a eficiência do uso de recursos e o desenvolvimento de produtos em larga escala, além de permitir a integração do Ceará em cadeias globais de valor.
Nesse sentido, o programa visa ajudar a indústria do estado em meio a essas transformações na gestão empresarial, levando em conta estratégias para implementar novas tecnologias.
Contextualização
A iniciativa começou a ser desenhada ainda em 2025, a partir do lançamento da Chamada Pública Nordeste – no âmbito da Política Nova Indústria Brasil (NIB). Os recursos da chamada foram liberados pelo MCTI, por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste, Consórcio Nordeste e Sudene.
Durante o evento desta quinta-feira, o superintendente da Sudene, Francisco Alexandre, observou que historicamente a região Nordeste foi desconsiderada no desenvolvimento da estrutura industrial do Brasil, mas que esse programa deve elevar a região a outros patamares. “É preciso que, junto com o projeto nacional, a gente escute as nossas realidades locais, escute com todos os estados, com o setor empresarial e econômico como poderemos trabalhar e desenvolver esta inclusão. Pensar em transformação digital, inteligência artificial, nuvem e digitalização das companhias, em parceria com as universidades e com os ICTs”.
É o que também pensa o presidente da Fiec, Ricardo Cavalcante, que destacou também a colaboração entre universidades, institutos federais, governos e setor produtivo. “Hoje a produtividade está diretamente ligada à capacidade de integrar dados, automação, inteligência artificial, conectividade e análise estratégica de informações. Quem consegue incorporar essas ferramentas ganha eficiência, reduz desperdícios, aumenta a competitividade, então cria mercados, atrai investimentos e gera preços mais qualificados”.
O IFCE está entre as entidades de ensino superior que irão realizar pesquisas aplicadas, laboratórios e transferência tecnológica. “Essa nova indústria que aí se mostra como uma grande concorrência. E nós precisamos ser velozes porque competência nós temos. Nós temos os maiores tesouros, que são as pessoas e eles estão na academia, na indústria, em todos os cantos”, pontuou o reitor do IFCE, Wally Menezes.
Brígida Miola, secretária executiva da Indústria do Ceará, elogiou a iniciativa. “Está presente a indústria, o governo do Estado e a academia. E o professor tem um papel fundamental quando a gente fala de indústria 4.0, de transição energética, porque para isso a gente precisa de profissionais qualificados, e quem faz isso é a academia”, finalizou a secretária.

