Ceará Faz Ciência

 

Criado em 2012, o concurso é realizado de forma itinerante com o objetivo de popularizar o conhecimento científico. Em 2018, o tema será “Ciência para Redução das Desigualdades”. Poderão se inscrever estudantes de Ensino Médio/Profissional e de Ensino Fundamental II, oriundos de escolas públicas de todo o Estado, para expor nos dias 21 e 22 de novembro de 2018, durante a Feira do Conhecimento. Serão escolhidos 20 trabalhos científicos, de estudantes do Ensino Médio/Profissional e do Ensino Fundamental II. A comissão julgadora levará em consideração critérios como criatividade, praticidade e aplicabilidade no cotidiano, conhecimento científico e relevância social.

 

Revelando Jovens Talentos

 

Premiação 2017

 

Os melhores experimentos científicos de estudantes do Ensino Fundamental e Médio do Ceará foram premiados na noite da última sexta-feira (27/10), na Feira do o maior evento de ciência e tecnologia do Ceará. O concurso Ceará Faz Ciência – etapa Fortaleza e Região Metropolitana aconteceu nos dois primeiros dias da Feira, 26 e 27, quando os estudantes puderam apresentar seus trabalhos para a Comissão Julgadora e para os visitantes do evento. O primeiro lugar nas categorias de Ensino Fundamental e Médio, respectivamente, foram os seguintes trabalhos: “Ecobloc – bloco cerâmico ecológico sintetizado a partir de resíduos sólidos” e “Biolarvicida natural em combate ao Aedes aegypti”.

 

Primeiros Colocados

 

O estudante Whitamy dos Santos, um dos autores do projeto Ecobloc, disse que o excelente desempenho foi uma surpresa para toda a equipe. A ideia do projeto surgiu após buscarem formas de reaproveitar os restos de vidro e coco que estavam disponíveis na escola. Ele cursa a 8ª série na Escola José Correia Pinto, em Cascavel. “A gente queria bons resultados, mas ficar em primeiro lugar não era muito esperado. Depois que terminar o 9º ano, eu queria muito ir pra uma Escola Profissionalizante e penso em estudar inglês. Agradeço muito o apoio da Prefeitura da nossa cidade”, disse o estudante. De acordo com a professora Mônica Simioni, uma das avaliadoras do concurso, o Ecobloc é um projeto ousado, inovador, com relevância social para comunidades carentes. Já o projeto “Biolarvicida natural” utiliza a hortência ou flor-de-seda (Calotropis procera) no controle do mosquito Aedes aegypti por ser abundante na região e possuir propriedades no controle de pestes, sem ser tóxica para ser humanos ou animais. Assim, segundo os autores do trabalho, esta planta pode contribuir para o combate da tríplice epidemia em Beberibe. Para a professora Mônica Simioni, o projeto Biolarvicida é uma pesquisa científica já aplicada e com elevada relevância para a população. “A sugestão da comissão julgadora é dar prosseguimento à patente”.

Premiação Ensino Médio

 

Na edição 2017 do concurso itinerante, foram mais de 100 trabalhos inscritos. A competição desperta vocações científicas e tecnológicas e identifica novos talentos. É realizado pelo Governo do Ceará, através da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Secitece), com o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). A comissão julgadora, composta pelas professoras Rita Liduína, Mônica Simioni e Célia Câmara, levou em consideração critérios como criatividade, praticidade e aplicabilidade no cotidiano, conhecimento científico e relevância social. Os primeiros colocados das duas categorias ganharam tablets. Para o ensino médio, o ingresso ao programa de aceleração e Startups / Corredores Digitais. A premiação contou com o apoio do Instituto Centec, Centro Universitário Farias Brito, Planetário Rubens Azevedo e NUTEC. Conheça os primeiros colocados nas duas categorias:.

Premiação Ensino Fundamental

 

Escola mais participativa

 

O clima é de festa e comemoração no colégio EEEP Pedro de Queiroz Lima. Isso porque a instituição de ensino conquistou o primeiro lugar como a escola mais participativa do concurso Ceará Faz Ciência. A Escola Estadual de Educação Profissional Pedro de Queiroz Lima, situada no município de Beberibe-CE, foi inaugurada em maio de 2011. Atualmente a escola conta com 519 estudantes, distribuídos em quatro cursos profissionais: Agronegócio, edificações, eletrotécnica e turismo. Apesar do pouco tempo de existência, a escola tem alcançado resultados significativos, do ponto de vista da confiabilidade comunitária, como dos resultados educacionais. Dentre os resultados, destacamos o alcance de médias de proficiência superiores as médias estaduais em avaliações externas como o SPAECE e ENEM. No último ano a escola conseguiu alcançar 62 inserções de estudantes em universidades públicas e 48 em universidades particulares. Dentre as razões para o alcance destes resultados está sem dúvida a pesquisa científica como um pilar no processo de aprendizagem. A escola sempre acreditou que o envolvimento de sua juventude com a ciência é um caminho para a elevação do conhecimento. Mas, fazer ciência na EEEP Pedro de Queiroz Lima, vai muito além do conhecimento, como costumamos dizer, ciência só tem sentido se for para transformar o mundo.
Neste sentido, a escola desenvolve uma cultura científica pautado na pesquisa e na transformação social, alinhando duas áreas essenciais para a humanidade. Nos últimos anos, dezenas de projetos científicos tem conseguido alcançar resultados em feiras municipais, regionais, estaduais, nacionais e recentemente conseguimos credenciais para uma feira internacional. Como dizia Karl Marx, “se essência e aparência coincidissem, ciência não seria necessária”. Mas a aparência de uma sociedade movida pelos interesses do capital, onde o sujeito humano é reduzido a funcionalidade de sua produção, requer uma ciência desveladora do real, capaz de erguer a humanidade ao patamar verdadeiramente humano.